Ele não queria ser padre, até que um encontro aos 24 anos mudou tudo: A emocionante jornada do novo Diácono do Rocio

O Diácono Andrey Reimer de Melo sorri suavemente, com as mãos entrelaçadas, diante da nave principal do Santuário de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá, vestindo a túnica de sua ordenação. A luz suave do entardecer entra pelas janelas, destacando a arquitetura sacra e a aura de espiritualidade."

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Há histórias que parecem escritas com uma tinta invisível, que só ganham cor quando a luz certa incide sobre elas. A trajetória de Andrey Reimer de Melo é exatamente assim. Ele não era o menino que brincava de celebrar missas na infância, nem o jovem que tinha o seminário como um plano de vida traçado. Mas Deus, em Sua infinita paciência, tem uma forma muito peculiar de sussurrar nos corações inquietos.

Aos 24 anos, no auge das descobertas da juventude, Andrey foi arrebatado por uma experiência transformadora. Um encontro profundo com o sagrado que o fez parar, olhar para dentro e perceber que havia um convite silencioso pairando sobre sua história. Hoje, após sua ordenação diaconal, ele se prepara para entregar sua vida ao serviço no Santuário de Nossa Senhora do Rocio, carregando na bagagem não uma perfeição inatingível, mas a beleza de uma humanidade tocada pela graça.

O Rosto de Cristo nas Ruas e na Dor

A vocação do Diácono Andrey não nasceu no silêncio isolado de uma capela, mas no barulho ensurdecedor das ruas. Ao conhecer a Congregação do Santíssimo Redentor, Redentoristas, ele descobriu que o chamado de Deus exigia suor, presença e muita empatia.

Foi no olhar perdido das pessoas em situação de rua e na luta diária de dependentes químicos que o Evangelho deixou de ser apenas um livro sagrado para se tornar carne, osso e lágrimas.

"Andrey Reimer de Melo, vestido com o hábito preto da Congregação Redentorista, está ajoelhado em oração diante de uma cruz de madeira rústica e uma pequena imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A cena evoca contemplação e serviço aos mais pobres, alinhado ao carisma de Santo Afonso de Ligório."

Essa missão tem uma raiz profunda no carisma de Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas. Andrey aprendeu a olhar para o outro sem a lente pesada do julgamento. Na Comunidade Terapêutica Perpétuo Socorro, ele compreendeu que, antes de falar de Deus para quem sofre, é preciso sentar ao lado, ouvir a dor em silêncio e devolver à pessoa a dignidade e a esperança de que sua vida ainda tem valor.

Uma Caminhada Feita de Muitas Mãos

O caminho até o altar é longo, árduo e, por vezes, solitário. Houve saudades de casa, momentos de incerteza e o desafio de confiar no invisível. E, como em qualquer lar, a família de Andrey também sentiu o peso dessa escolha. O natural instinto de proteção, as dúvidas e as preocupações foram, aos poucos, cedendo espaço para a compreensão de que aquilo não era um mero capricho profissional, mas um desígnio maior.

"Diácono Andrey Reimer de Melo acolhe uma família de romeiros na entrada lateral do Santuário do Rocio. Ele está curvado levemente, segurando a mão de uma criança idosa com carinho, enquanto a mãe olha com esperança. Ele veste a estola diaconal. A igreja ao fundo está movimentada, mas o foco está na interação humana e na presença acolhedora."

Ao olhar para o altar no dia de sua ordenação, o Diácono não se vê sozinho. Ele carrega consigo as raízes de sua infância, as orações silenciosas de seus pais e as histórias de cada pessoa que cruzou seu caminho.

O Serviço no Santuário do Rocio: A Casa da Esperança

O Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio é um ímã de almas sedentas. Ali chegam peregrinos e romeiros carregando o peso de famílias desestruturadas, lutos não superados, dificuldades financeiras e dores invisíveis aos olhos humanos. É exatamente nesse terreno sagrado e sensível que Andrey pretende plantar seu ministério.

Seus primeiros passos serão marcados pela escuta. O novo diácono quer levar o altar para fora dos muros do templo. Ele acredita firmemente que o diaconato não é apenas uma função litúrgica, mas um ministério da toalha e da bacia: lavar os pés dos cansados, distribuir o pão e reacender a chama da Boa-Nova.

Para ele, ser diácono no Rocio é ser o abraço maternal da Igreja, é sussurrar ao ouvido do peregrino desesperançado: “Você não está sozinho. A Copiosa Redenção também é para você”.

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21 crianças são batizadas no Santuário do Rocio: uma celebração de graça, família e nova vida em Cristo

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Primeira Eucaristia no Santuário do Rocio: o Encontro que Muda Para Sempre

Há dias que ficam gravados na alma. A celebração da Primeira Eucaristia no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, foi um desses momentos, singular, profundo e inesquecível para cada comungante. Crianças e adultos se aproximaram do altar pela primeira vez para receber o Corpo de Cristo. Histórias distintas, trajetórias únicas, mas um mesmo instante de graça: Deus sendo acolhido por inteiro. O que a Primeira Eucaristia representa na fé católica A Eucaristia é o coração da vida cristã. Para a Igreja Católica, trata-se de um sacramento real, não de um símbolo, mas de uma presença viva. Ao receber o Pão vivo, o fiel não apenas participa de um rito: ele se une ao próprio Cristo. Por isso, a Primeira Comunhão não é apenas uma data comemorativa. É um divisor de águas na caminhada espiritual de quem a celebra. Existe um antes e um depois, porque o encontro com esse Amor transforma de forma permanente. Para João Henrique Xavier Costa, membro da PASCOM, que recebeu os sacramentos da Eucaristia e Crisma, compartilhou um depoimento emocionante sobre o momento: “No momento em que me aproximei do altar pela primeira vez para receber a Eucaristia meu coração estava cheio de emoção, mas também de uma paz diferente, difícil de explicar. Passou pela minha mente toda a caminhada até ali os momentos de dúvida, de afastamento, mas também cada passo de retorno. Era como se aquele instante fosse um encontro verdadeiro, íntimo, com Deus. Desde então, minha vida espiritual mudou de forma muito clara. A fé deixou de ser algo distante ou apenas de ocasião e passou a fazer parte do meu dia a dia. A Eucaristia não foi só um momento marcante foi um ponto de virada, um recomeço cheio de propósito.” Crianças e adultos: caminhos diferentes, mesmo altar Uma das marcas da celebração no Santuário do Rocio foi a diversidade dos comungantes. Não importa a idade: o que uniu cada pessoa diante do altar foi a disposição do coração para receber Aquele que se oferece como alimento de vida eterna. Para as crianças, foi o início de uma relação que, cultivada, cresce ao longo dos anos. Para os adultos, muitas vezes, a conclusão de um percurso de fé iniciado tardiamente  mas não menos verdadeiro. A Eucaristia acolhe a todos no exato momento em que cada um está pronto. O João Henrique Xavier Costa ainda destaca: “Antes mesmo desse primeiro encontro mais profundo com Cristo no altar, eu já vinha frequentando as missas, de forma especial, a do Santíssimo, que foi onde comecei a me aproximar mais de verdade. Com o tempo, isso deixou de ser só uma ida à igreja e passou a se tornar parte da minha rotina de fé. E servir na PASCOM também teve um papel muito importante nisso tudo. Não é só ajudar, é viver a Igreja de dentro, é contribuir para que outras pessoas também tenham esse encontro com Deus.” O Santuário do Rocio como espaço de encontro eucarístico Celebrar a Primeira Eucaristia no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio carrega um significado especial. Este espaço sagrado, dedicado à Padroeira do Paraná, tem sido por décadas um ponto de referência espiritual para peregrinos de toda a região. Receber o sacramento nesse ambiente é inserir-se em uma tradição viva de devoção, oração e comunhão, não apenas com Deus, mas com gerações de fiéis que antes pisaram o mesmo solo sagrado e ergueram o mesmo olhar ao céu. Um primeiro encontro que se torna permanência A oração que encerra cada celebração eucarística expressa o desejo mais profundo da comunidade: que esse encontro inicial não se torne apenas lembrança, mas permanência. Que a fé recebida no altar amadureça no cotidiano, sustente nos momentos difíceis e conduza cada comungante a uma vida enraizada na Igreja. A Eucaristia não é destino: é ponto de partida. E quem se encontra com esse Amor, uma vez que o reconhece, nunca mais é o mesmo. _________________