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Consagrados no Santuário de Nossa Senhora do Rocio em agosto de 2026.
A Consagração Total a Nossa Senhora é uma das práticas de espiritualidade mariana mais profundas da tradição católica. Lorena Araújo coordenou um grupo pelo WhatsApp para viver juntos os 33 dias de preparação. Seguiram o método de São Luís Maria Grignion de Montfort. Para ela, essa experiência foi muito mais do que um momento bonito: foi uma virada de vida.
O que é a Consagração Total a Nossa Senhora
Essa prática foi difundida pelo santo francês São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716). Ele é o autor do livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Por meio dela, o fiel entrega voluntariamente sua vida, suas orações e suas obras a Maria. Ela as oferece ao seu Filho, Jesus Cristo.
A preparação segue quatro etapas ao longo de 33 dias. São elas: desapego do mundo, conhecimento de si mesmo, conhecimento de Maria e de Jesus. Ao final, o fiel realiza o ato formal de consagração, que pode ser renovado anualmente.
Mais do que um ritual, a consagração é um modo de viver o Batismo de forma mais intensa. É deixar que Nossa Senhora conduza cada aspecto da existência cristã.
Os benefícios de ser consagrado a Nossa Senhora
Para um católico, a consagração traz frutos espirituais concretos. O principal é o aprofundamento da vida de oração e da relação pessoal com Jesus Cristo, sempre mediada por Maria. Com isso, o fiel desenvolve maior disponibilidade para a vontade de Deus. Desenvolve também discernimento nas escolhas e força para superar as provações.

Para quem vive a missão paroquial, a consagração funciona como um alicerce. Colocar a vida nas mãos de Maria torna o serviço aos outros mais generoso. Seja na catequese, na liturgia, na pastoral e em qualquer apostolado. A espiritualidade mariana é missão.
Um chamado que começou antes de ela perceber
A caminhada de Lorena com a consagração mariana começou antes mesmo de ela imaginar que conduziria um grupo. Há alguns anos, seu padrinho lhe falou sobre a prática pelo método de Montfort. No mesmo período, sua tia sentiu no coração que deveria presenteá-la com um livro especial. Curiosamente, era o mesmo livro que ela havia usado para fazer a própria consagração. Tudo isso sem as duas terem conversado sobre o assunto.

“Hoje, olhando para trás, percebo que Nossa Senhora já estava conduzindo tudo muito antes de eu entender.” — Lorena
Mesmo com esses sinais, Lorena tentou iniciar a consagração algumas vezes, mas não conseguiu concluir. Foi em suas orações que o chamado para a caminhada em grupo se tornou mais claro. O medo e a insegurança apareceram. Mas a experiência com uma Consagração a São José em grupo serviu de impulso. Uma amiga, a Fran, sugeriu que caminhariam juntas. Aos poucos, as pessoas certas foram chegando. Em oração, Lorena pediu que Deus a usasse conforme a vontade dele.
Como funcionavam os 33 dias no grupo
O grupo seguiu o roteiro proposto pelo livro de São Luís Maria Grignion de Montfort. A cada dia, eram compartilhados no WhatsApp vídeos com as orações e reflexões da etapa correspondente.
“O grupo nos ajudava a manter o mesmo propósito e compromisso com a preparação. Mesmo cada um tendo seus afazeres, horários e compromissos, todos caminhavam juntos.” — Lorena
Os 33 dias foram divididos em quatro momentos: desapego do mundo, conhecimento de si mesmo, de Maria e de Jesus. Cada etapa convidava os participantes a uma revisão interior, preparando o coração para o ato final.
A tecnologia como instrumento da fé
Uma das perguntas que essa experiência levanta é: pode a tecnologia ser instrumento de fé? Para Lorena, a resposta é clara. Quando colocada a serviço do bem, a tecnologia aproxima as pessoas. Torna-se também uma ferramenta poderosa para a evangelização.
“A tecnologia foi fundamental para que pudéssemos estar unidos diariamente em oração, com um propósito em comum.” — Lorena
Essa perspectiva dialoga com a missão da PASCOM, a Pastoral da Comunicação do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio. Usar os meios digitais para anunciar o Evangelho e aproximar os fiéis é a essência do trabalho pastoral na comunicação.
O dia da consagração e a vida que se transforma
O dia da consagração foi descrito por Lorena como uma divisão na vida. Depois de toda a preparação, chegar àquele momento foi uma vitória. Um passo a mais na caminhada com Deus.
“Pude compreender ainda mais que não somos dignos de chegar até Jesus sem a intercessão de Maria. Ela, com todo o seu amor de Mãe, está sempre conosco para nos conduzir e levar tudo até seu Filho amado, nosso Senhor Jesus.” — Lorena
A consagração não termina no dia da celebração. Para Lorena, ser consagrada é uma prática de vida. É um chamado a renovar diariamente o “sim” dado a Deus pelas mãos de Nossa Senhora. Trata-se de viver o Batismo de forma cada vez mais radical, entregando a vida ao cuidado materno de Maria.
Para quem ainda não se decidiu: persevere
Para aqueles que ainda não deram esse passo, Lorena tem uma palavra direta: vale a pena.
“Quando confiamos em Deus e permitimos que Nossa Senhora nos conduza, percebemos que não estamos sozinhos nessa caminhada.” — Lorena

As provações aparecem durante os 33 dias e olhar para o céu sustenta a perseverança. A consagração é uma escolha diária, um processo que transforma quem se entrega a ele.
Em breve, mais informações nas mídias da PASCOM para o próximo grupo em outubro! Acompanhe os canais do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio e da PASCOM Rocio para não perder nada.

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