A Pastoral da Aids de Paranaguá completa 23 anos de atuação em 2026. O acolhimento, a escuta e o combate ao preconceito marcam esse trabalho, voltado às pessoas que vivem com o vírus HIV. Nesta edição da série “Por Dentro da PASCOM”, a coordenadora Sueli conta como nasceu esse trabalho e qual é a missão da pastoral. Além disso, ela explica o que representa a Vigília pelos mortos de Aids, que o Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio realiza todos os anos e que rendeu ao local o título de “Santuário Acolhedor”.
O que representa a vigília de oração pelos que partiram
PASCOM: O que a vigília de oração pelos que morreram de Aids representa para a pastoral?
Segundo Sueli, a comunidade se reúne em oração por quem partiu. Esse gesto cria um elo de amor. Assim, todos conseguem refletir juntos sobre o valor dessas vidas ceifadas. Além disso, ela lembra que muitas pessoas morreram e ainda morrem lutando para que outras não peguem o vírus HIV.
A coordenadora destaca ainda que o preconceito e a discriminação afastaram essas pessoas do convívio social. Esses dois fatores também dificultam a adesão ao tratamento e a busca pelo direito à cidadania. Por isso, a pastoral chegou a uma conclusão dolorosa: a exclusão social mata mais do que o próprio vírus.
Diante disso, o que move a pastoral a continuar é plantar, através de seus atos, mais acolhimento e respeito às pessoas que vivem e convivem com o HIV.

Acolher como o Bom Samaritano
PASCOM: Qual é a missão da Pastoral da Aids?
Para Sueli, o papel da pastoral é acolher como o Bom Samaritano. A equipe acolhe sem esperar nada em troca e sem julgamentos. Assim, ela enxerga cada pessoa como criatura perfeita, que Deus criou.
A missão, segundo ela, é acolher quem contraiu o vírus e também seus familiares. Além disso, a pastoral cria mecanismos de informação e prevenção para que outras pessoas não peguem o HIV.
23 anos de história e a Vigília 2026
PASCOM: Como está a trajetória da pastoral e o que representa a Vigília que o Santuário realiza?
Já são 46 anos de epidemia no mundo e 23 anos de atuação da Pastoral da Aids em Paranaguá, conta Sueli. Ao longo desse tempo, a pastoral empregou muita dedicação na realização da Vigília. Rostos respeitados marcam esse momento, ainda que poucas pessoas consigam, de fato, caminhar junto com essa causa.
O Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio carrega o título de “Santuário Acolhedor” e casa da Mãe. Todos os anos, ele abre suas portas para realizar a Vigília pelos mortos de Aids. Com esse gesto, a pastoral pede respeito, empatia e solidariedade. Em 2026, a pastoral escolheu o tema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”. Portanto, a frase homenageia tanto quem já partiu quanto quem, ainda hoje, precisa esconder sua sorologia para receber amor e respeito como filho de Deus.
Participe da Pastoral da Aids
A história da Pastoral da Aids em Paranaguá mostra que o acolhimento é sempre mais forte que o preconceito. Acompanhe a pastoral nas redes sociais e as demais iniciativas pelo site pascomrocio.com. Ajude a espalhar essa mensagem de compaixão e cuidado.

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